DNIT e a sua inoperância na manutenção das Rodovias comprovada pelos números

Prezados

A matéria do Estado de Minas de 30/11, mostra como foi absurda a atuação do Departamento Nacional de Infra-estrutura em Transportes (DNIT) em 2009. De todo o orçamento previsto para a manutenção das rodovias federais, apenas 2,6 dos 8 bilhões de Reais previstos, foram gastos, o que significa 28% apenas do orçado.

Minas continua sendo o Estado que mais demanda atenção do Ministério dos Transportes e é o que menos recebe. Note que nem o Estado onde nasceu e se tornou "político" o Ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, (Amazonas) escapa da inoperância do DNIT, revelando que o problema é de gestão e da burocracia do Estado Brasileiro.

O diretor do DNIT, Luiz Antonio Pagot, que desta vez "não foi encontrado" para se pronunciar, disse, recentemente, que a falta de projetos é um "mal crônico" do órgão. Enquanto o governo pede responsabilidade aos motoristas, através de campanhas, não cumpre sua própria obrigação para garantir a segurança nas estradas Brasileiras. Uma lástima que é fruto do modelo político que não privilegia o mérito, mas as indicações políticas para a ocupação de cargos estratégicos QUE DEVERIAM TRABALHAR COM PLANEJAMENTO MÍNIMO.

Minas tem feito o seu dever de casa, mas na contra mão, a União está PISANDO NA BOLA com os Mineiros e Brasileiros que transitam pelas Rodovias Federais que cortam nossas montanhas e planaltos.

Apelamos mais uma vez para que a bancada de Minas em Brasília esqueça as diferenças partidárias e engrosse a conversa com o Ministério dos Transportes e com o próprio Presidente LULA, já que do DNIT, pouco podemos esperar, pois em Minas Gerais, é um órgão meramente executor de rotinas…

José Aparecido Ribeiro
Especialista em transito, transporte e assuntos urbanos
Administrador e consultor especializado

Presidente da ONG – SOS Rodovias Federais
Belo Horizonte – MG
CRA – MG 0094/94
31-9953-7945

2009.11.30 – Verbas fora da estrada – Estado de Minas

Dos R$ 8,4 bilhões que estavam previstos para o Dnit investir este ano em adequação, construção e manutenção de rodovias pelo país, apenas R$ 2,6 bilhões foram aplicados

Daniela Lima

INFRAESTRUTURA

Motorista de caminhão, Ricardo Gimenez, de 51 anos, chegou a Brasília quinta-feira com a caixa de transmissão de seu veículo danificada. Ele vinha de Belo Horizonte com a caçamba carregada de vergalhões. Com o valor ganho pela viagem não conseguirá cobrir os prejuízos causados pelas más condições das rodovias que atravessou para chegar ao Distrito Federal. O experiente caminhoneiro – são 33 anos de profissão – é testemunha e vítima do que os números de levantamentos obtidos pelo Estado de Minas mostram. Os investimentos em construção, adequação e manutenção das estradas sob responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) correspondem a 31% do que estava previsto para este ano. Mesmo se somados os restos a pagar — empenhos emitidos em exercícios anteriores, que só agora saíram do papel — o desempenho dos gastos do órgão não cobre o orçamento deste ano, chegando a 70% do previsto. Assim como Ricardo, os especialistas constatam: ainda é pouco.

Segundo dados repassados pelo Dnit, até o dia 26, R$ 479 milhões haviam sido investidos em adequação das rodovias, R$ 1 bilhão em construção de novos trechos e R$ 1,1 bilhão em manutenção. Ao todo, o Dnit desembolsou só R$ 2,6 bilhões, dos R$ 8,4 bilhões previstos para 2009. Foi feito ainda o pagamento de R$ 3,3 bilhões em restos a pagar. Outros R$ 3,5 bilhões em empenhos feitos em exercícios anteriores ainda não saíram do papel.

Em números proporcionais, a manutenção é a rubrica que apresenta o grau mais baixo de execução em comparação com os investimentos em construção e adequação de novos trechos. Enquanto a execução dos recursos destinados para adequação ficou em 32%, e para construção em 36%, apenas 28% do que estava previsto para manutenção foi efetivamente pago. Segundo levantamento da Organização não-governamental Contas Abertas, feito a pedido do Estado de Minas, em alguns estados, o pagamento dos valores previstos no orçamento para manter as estradas em boas condições não chega a 10%.

Os dados foram levantados no portal Siga Brasil, e relatam as atividades desde o início do ano até 21 de novembro. Eles mostram que, se somados os valores destinados no orçamento de 2009 aos restos a pagar, o total de investimentos em manutenção chegaria a R$ 7,1 bilhões, dos quais apenas R$ 2,7 bilhões (o equivalente a 38%) saíram dos cofres públicos.

Outro levantamento obtido pela reportagem, fechado dia 6 pela Consultoria de Orçamento do Senado, detalha a destinação das verbas constantes no orçamento de 2009 do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) para o Dnit. Os números mostram, por exemplo, que, para Minas Gerais, estado que conta com a maior malha viária do país, apenas 30% — R$ 270 milhões dos R$ 891 dos recursos destinados — foram executados.

Os números apenas confirmam o que o motorista Ricardo Gimenez conhece na prática. "Viajo por todo o país, e, em alguns estados, como Pará, Tocantins e Amazonas, não existe estrada. Em comparação com o resto, o caminho de Minas a Brasília está ótimo", afirmou. A percepção do motorista é confirmada pela Pesquisa Rodoviária da Confederação Nacional do Transporte (CNT). Feita em todo o território nacional, ela classifica entre ótimo, bom, regular, ruim e péssimo o estado das rodovias brasileiras. Das oito BRs visitadas no Pará, cinco foram classificadas como regulares e três como ruins.

O Estado de Minas entrou em contado com o Dnit para que os números fossem comentados. A assessoria de imprensa do órgão disse que o diretor-geral, Luiz Antônio Pagot, que poderia opinar sobre os dados, não estava em Brasília para responder. Para o vice-presidente da CNT, Newton Gibson, falta planejamento nas ações do governo. "Não podemos ser injustos. Os investimentos melhoraram, mas ainda é muito pouco", avaliou.

Fonte: http://www.uai.com.br/EM/html/sessao_22/2009/11/30/interna_noticia,id_sessao=22&id_noticia=121735/interna_noticia.shtml

2009.11.30 – Amepi vai acompanhar projeto de duplicação da 381 – DeFato Online

Prefeitos das cidades que compõem a Associação dos Municípios da Microrregião do Médio Piracicaba (Amepi) vão acompanhar de perto a elaboração do projeto executivo para a duplicação da BR-381.

A proposta, que fica pronta em julho de 2010, deve custar R$35 milhões. Os prefeitos também analisam a viabilidade da instalação de um Posto Regional de Perícia em João Monlevade. Atualmente as equipes da Polícia Civil não contam com espaço adequado de trabalho. Também não há IML na cidade e as necropsias são feitas em espaço inadequado no cemitério do Baú.

Na próxima sexta-feira (4), os prefeitos se reúnem, às 9h30. Eles vão conhecer detalhes de dois novos programas da Cemig para beneficiar os municípios da região.

Os projetos Conviver e Energia do Bem são pacotes de eficientização energética para troca da iluminação, refrigeradores, equipamentos de aquecimento solar, chuveiros, entre outros, nas casas de famílias carentes, entidades e hospitais.

Fonte: http://www.defatoonline.com.br/colunas/?IdColuna=4&IdNota=&busca=381&busca=381&busca=381&busca=381&busca=381

2009.11.30 – Motociclista fica ferido em acidente na BR-381 em Caeté – Portal O Tempo

30/11/2009 18h48

ANNA FLÁVIA NUNES

anna@otempo.com.br

Um motociclista ficou ferido em um acidente na tarde desta segunda-feira (30) na BR-381, em Caeté, na Grande Belo Horizonte. De acordo com o Corpo de Bombeiros, ele foi atingido por um carro.

A vítima, que não foi identificada, recebe atendimento médico no local. Uma outra pessoa também teria ficado ferida, mas os bombeiros não souberam dizer se ela estaria no carro ou na garupa da moto.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal, o acidente ocorreu na altura do Km 434 e não prejudicou o trânsito na rodovia.

Aguarde mais informações.

Fonte: http://www.otempo.com.br/noticias/ultimas/?IdNoticia=64010

2009.11.30 – Acidente entre carro e moto deixa uma pessoa ferida – Portal Uai

Um homem ficou ferido em um acidente que envolveu um carro de passeio e uma motocicleta no início da noite desta segunda-feira. A batida aconteceu na altura do quilômetro 434 da BR-381, em Caeté, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

De acordo com os bombeiros, o motociclista ficou gravemente ferido com a colisão e recebeu atendimento médico no local. O acidente também deixou outra pessoa ferida, mas ainda não há informações sobre o estado da segunda vítima.

A Polícia Rodoviária Federal afirmou que o trânsito não ficou retido no trecho.

(Com informações de Otavio Oliveira/Portal Uai)

Fonte: http://www.uai.com.br/htmls/app/noticia173/2009/11/30/noticia_minas,i=138086/ACIDENTE+ENTRE+CARRO+E+MOTO+DEIXA+UMA+PESSOA+FERIDA.shtml

2009.11.29 – Fervedouro – Duas pessoas morreram e quatro ficaram feridas na BR-381 – Portal O Tempo

Duas pessoas morreram e quatro ficaram feridas em um acidente entre dois carros de passeio na tarde desse sábado (28) na BR-381, em Fervedouro, na Zona da Mata. Conforme a Polícia Rodoviária Federal (PRF) o motorista de Honda Civic com placa de São José dos Campos (SP) fazia uma ultrapassagem indevida no sentido Norte, quando perdeu o controle da direção e bateu de frente com um Palio Weekend de Fervedouro, que trafegava no sentido contrário.

Morreram no local um passageiro do Civic, de 51 anos, e uma passageira, de 24 anos, do Fiat Palio. Já a condutora do Palio e outros dois passageiros foram socorridos com lesões graves e levados para a Casa de Caridade de Carangola. O condutor do Civic sofreu ferimentos leves.

Fonte: http://www.otempo.com.br/noticias/ultimas/?IdNoticia=63854

2009.03.01 – BR-381 é exemplo de modelo de malha falida – Portal Uai

Pista simples, falta de divisória entre direções contrárias e excesso de curvas a transformam na Rodovia da Morte

Paulo Henrique Lobato

ESTRADAS ASSASSINAS

Fotos: Beto Magalhães/EM/D.A Press20090228221638926 Na curta viagem de BH a Caeté, Eliéu Araújo quase perdeu a vida. Depois de bater na traseira de uma carreta, o Gol que dirigia invadiu a pista contrária e só parou na imensa erosão. Por sorte, não vinha um veículo em direção oposta

CAMPEÃ DE MORTES

Entra ano, sai ano e a temida BR-381 é imbatível no ranking de mortes da malha viária de Minas, o que lhe rendeu o macabro rótulo de Rodovia da Morte. Em 2008, 277 vidas foram perdidas no corredor. Boa parte no trecho entre Belo Horizonte e João Monlevade, que tem apenas 110 quilômetros, mas é um leque de ciladas, como pistas simples sem obstáculo físico para separar as direções opostas e o número excessivo de curvas, que somam quase 200. As ribanceiras em alguns trechos são outros perigos que contrastam com sua importância para a economia brasileira – milhares de carretas com diferentes tipos de produtos trafegam diariamente pelo local – e para motoristas e passageiros, pois ela liga a capital a cidades importantes como Governador Valadares, e o litoral do Espírito Santo.

Convidado pelo Estado de Minas, o engenheiro Jobson Andrade, vice-presidente do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Minas Gerais (Crea-MG), avaliou os perigos da BR-381, no sentido BH/Vitória, onde os pais de Ana Paula Halabibi, de 22 anos, perderam a vida em janeiro de 2008. “O problema do Brasil é querer fazer o máximo possível com o menor orçamento. Há 50 anos, quando o processo de construção de estradas se expandiu, tínhamos uma frota de veículos bem menor. As vias foram planejadas para determinado peso e tráfego diferentes dos atuais”, frisou o especialista.

Ele observa que o traçado da rodovia, principalmente entre BH e João Monlevade, segue o caminho de vales e o contorno de montanhas, rota que hoje não é a ideal: “É o mesmo caminho que faríamos se estivéssemos a pé”. Logo no início da via, no viaduto sobre o Ribeirão das Velhas, na saída da capital, ele faz duas críticas. A primeira é a falta de drenagem: “A água se acumula na lateral da pista próxima ao pontilhão e a invade, provocando ruptura da base do asfalto e aquaplanagem”.

A outra, alerta, é a ausência de área de escape na ponte. “Além disso, há o estrangulamento da pista”. Adiante, a poucos metros do posto da PRF em Sabará, ele observa as dezenas de barracos construídos à margem da BR: “É um exemplo de como as estradas estão a deus-dará. Houve omissão do Estado, que não cuidou da área pública, e da sociedade, que deixou o poder público inerte”.

20090228221853932Somente 110 quilômetros separam Belo Horizonte de João Monlevade, mas o risco de acidentes no trecho com pista simples, pontes inacabadas e desnível no asfalto é grande. É preciso ter sorte para não aumentar as estatísticas

Andrade reclama ainda da quantidade de curvas, das quais “muitas com ângulo agudo”. São cerca de 200 até João Monlevade. Para ele, passou da hora da construção de uma nova rodovia. “A engenharia do Brasil é uma das melhores do mundo. Tanto que exporta conhecimento. O Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (Dnit) e o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) têm profissionais qualificados. O problema é o orçamento do poder público, ou seja, a questão é política”, diz, enquanto repara, pela janela do carro, um flagrante que, por pouco, não tirou a vida do comerciante Eliéu Araújo, de 38 anos, morador de BH.

Ele seguia para Caeté e, numa perigosa curva de ângulo fechado, foi levemente tocado por uma carreta. Rodou no asfalto, invadiu a pista contrária e caiu numa erosão. O imenso buraco também é mais uma prova do abandono de investimento na infra-estrutura da BR-381. “Há duas pistas de rodagem na mesma direção, mas são tão apertadas que o caminhão não consegue ficar apenas numa. Essa estrada tem de ser destruída para a construção de outra”, reclama o homem, agradecendo a Deus, em seguida, por não ter perdido a vida: “Imagina, enquanto o carro rodava, se vem outra carreta em sentido oposto?”.

Para Jobson, a 381 não precisa de pista dupla e, sim, de tripla. Ele perdeu uma amiga na ponte sobre o Rio Engenho Velho, perto de Nova União, na década passada, quando um ônibus, que havia saído do Espírito Santo, tombou no local. “A ponte é no fim de uma descida e em curva. O projeto foi errado”. A passagem começou a ser ampliada há alguns anos, mas, por determinação do Tribunal de Contas da União (TCU), que apurou superfaturamento, a construção foi embargada.

1 mil mortes, a cada ano, pelo menos, ocorrem nas BRs em Minas

8.254 acidentes ocorreram na BR-381 no ano passado

277 vidas foram perdidas na chamada Rodovia da Morte

200 curvas, aproximadamente, pioram trecho entre BH e Monlevade

Fonte: http://wwo.uai.com.br/UAI/html/sessao_2/2009/03/01/em_noticia_interna,id_sessao=2&id_noticia=100815/em_noticia_interna.shtml

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Colisão frontal lidera mortes nas estradas

Paulo Henrique Lobato

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Trezentas e vinte e um motoristas e passageiros morreram em batidas frontais nas estradas federais que cortam Minas Gerais em 2008. O número de vidas perdidas nesse tipo de desastre é maior do que a soma dos 286 óbitos nas outras espécies de colisões e confirma a necessidade de investimentos em infraestrutura e não apenas na conscientização dos motoristas.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou 845 batidas frontais, enquanto as demais colisões chegaram a 9.375. As batidas transversais, por exemplo, mataram 124 pessoas, seguidas pelas laterais (102 registros) e traseiras (60). Não entram na estatística as colisões contra bicicletas e objetos móveis e fixos. A diferença mostra que o saldo de tragédias poderia ser bem menor se toda a malha tivesse divisórias entre as pistas opostas, como muretas e canteiros.

Juarez Rodrigues/EM/D.A PRESS20090228215630587 "Recebi um telefonema por volta das 4h e pensei que fosse trote. Ficou uma grande saudade" – Ana Paula Halabibi, de 22, que perdeu os pais num trágico acidente

E, mesmo em relação aos desastres causados por condutores que não respeitam a chamada linha amarela, é válido lembrar que centenas de inocentes perdem a vida porque trafegam em direção contrária e são surpreendidos pelas ultrapassagens dos motoristas imprudentes. A divisória, sustenta o presidente do Movimento S.O.S Rodovias de Minas, José Aparecido Ribeiro, colocaria fim a esse tipo de tragédia. Claro que a barreira física só terá eficiência se a malha também for duplicada, pois, do contrário, uma via simples com divisória não permitirá a ultrapassagem sequer em local seguro.

O levantamento da PRF e o risco constante de colisões frontais levaram Ribeiro a concluir que “o modelo das vias brasileiras está falido”. Ele vai além: pede para que seja comparado o número de mortes entre dois trechos da BR-040, segundo dados da PRF. No primeiro, de BH ao trevo de Ouro Preto, onde as duas pistas são separadas por canteiro central ou mureta, foram registradas 21 mortes e 548 acidentes (todos os tipos) em 2008. No que vai do trevo de Ouro Preto a Juiz de Fora, onde boa parte não tem divisória, ocorreram 69 mortes e 1.716 acidentes.

Especialistas alertam que os problemas de infra-estrutura não serão resolvidos apenas com as divisórias, pois há muitos trechos com sinalização precária, carentes de acostamento e cheios de curvas acentuadas. Foi em um deles, perto de Caeté, na temida BR-381, que a auxiliar administrativa Ana Paula Halabibi, de 22, perdeu a mãe, Linda, de 45, e o pai, João Líscio, de 43, em janeiro de 2008.

“Recebi um telefonema por volta das 4h e pensei que fosse trote. Ficou uma grande saudade”, diz a jovem, com o coração dilacerado enquanto segura o porta-retrato das pessoas que mais amava. Ela lamenta a ausência do guard-rail, proteção que poderia ter salvado a vida do casal, cujo carro bateu numa árvore e o choque matou a vida dos pais da jovem. O sistema de drenagem deficitário é outra grande cilada na malha nacional, pois causa a perigosa aquaplanagem no asfalto. Por diversas vezes, poças d’água que poderiam ser evitadas abriram feridas no coração das famílias, como a de Bruno Marques, que morreu em janeiro de 1993, aos 25 anos, num trecho da BR-262 perto de Rio Casca, na Zona da Mata.

O rapaz perdeu o controle do veículo numa poça d’água que inundou o asfalto, bateu o veículo na mureta de uma ponte, capotou e caiu na ribanceira. O jovem, carinhoso e querido por todos, tinha um futuro brilhante pela frente, mas a alegria deu lugar à tristeza. Os pais do motorista, Antônio Márcio, de 65, e Maria da Glória, de 64, não escondem a saudade do filho.

“Havia chovido e a falta de drenagem provocou o acidente”, lamenta Antônio. A deficiência da malha nacional contribuiu para o saldo, nos últimos quatro anos, de mais de 1 mil mortes nas BRs que cortam Minas a cada 12 meses. O Estado de Minas convidou dois respeitados engenheiros para percorrer trechos da BR-381, campeã de vidas perdidas (277 pessoas em 2008), e da BR-040, que ficou em terceiro lugar no triste ranking, com 191 ocorrências, para ilustrar a precária infraestrutura de alguns trechos (veja matéria nas páginas 20 e 21). Juntas, as duas estradas responderam por 42% das 1.102 mortes registradas na malha federal de Minas no período.

Fonte: http://wwo.uai.com.br/UAI/html/sessao_2/2009/03/01/em_noticia_interna,id_sessao=2&id_noticia=100813/em_noticia_interna.shtml

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Como seria uma rodovia segura

Frederico Rodrigues avalia como deve ser uma rodovia desejável. O primeiro item é a qualidade e conservação do pavimento e da sinalização. Acrescenta ainda eficiente sistema de drenagem para evitar poças d’água na pista e acostamento. Sugere “pontos de apoio em curtas distâncias”, serviço importante tanto em caso de acidentes como defeitos mecânicos em veículos. E observa a importância de divisórias entre pistas contrárias: “Uma rodovia segura não necessariamente é aquela cujos fluxos são separados por obstruções físicas, como canteiro central, mureta etc., mas sem dúvida alguma esses elementos colaboram para reduzir o número de acidentes. No entanto, maior velocidade pode aumentar o número de acidentes, caso não haja consciência por parte dos condutores”. Logo, uma rodovia também deve possuir controle eficiente do limite de velocidade.

O especialista alerta que a construção da malha deve levar em conta hábitos e costumes dos usuários. “Na Alemanha, por exemplo, há rodovias sem limite de velocidade. São retas e com largas pistas, canteiro central. Mas será que uma rodovia como essa funcionaria em um país onde a simples reforma de estradas esburacadas aumenta o número de acidentes, uma vez que os motoristas passam a correr mais e a fiscalização não é eficiente? Ou seja, para pensarmos em rodovia ideal, é também necessário pensarmos em motoristas ideais.”

Fonte: http://wwo.uai.com.br/UAI/html/sessao_2/2009/03/01/em_noticia_interna,id_sessao=2&id_noticia=100818/em_noticia_interna.shtml

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Resposta do Dnit

O Dnit informou que, em relação à BR-381, "encontra-se tramitando, neste momento, processo licitatório para contratação dos projetos executivos para a duplicação do trecho entre BH e Governador Valadares. A obra está estimada em R$ 2 bilhões e tem início previsto para 2010. A licitação em questão prevê a eliminação de curvas e minimização dos raios de curvas, com construção de túneis, variantes etc."

O órgão informou ainda que "a rodovia passou por obras de recuperação e melhoramentos entre BH e Nova Era, com eliminação de alguns pontos críticos, revitalização do pavimento, reforço na sinalização e outras intervenções ao custo de R$ 150 milhões. Hoje, há contratos de conservação e recuperação em todo o trecho, com realização de trabalhos rotineiros de tapa- buracos, manutenção dos dispositivos de drenagem e capina/roçada da vegetação às margens da rodovia".

Sobre o corredor que liga BH ao Rio, o órgão esclareceu que "todos os 773,5 quilômetros da via têm contratos de manutenção e recuperação, a exemplo dos trabalhos citados da BR-381. Há ainda um grande projeto de restauração do trecho BH/Conselheiro Lafaiete, que vai recuperar o pavimento de forma mais profunda e duradoura, eliminando os pontos críticos citados pela reportagem, com revitalização de acostamentos e renovação da sinalização".

Fonte: http://wwo.uai.com.br/UAI/html/sessao_2/2009/03/01/em_noticia_interna,id_sessao=2&id_noticia=100816/em_noticia_interna.shtml

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Análise da notícia

A voz corrente é de que os acidentes decorrem de imperícia e irresponsabilidade por parte do motorista ou das más condições das estradas. Mas o poder público também deve assumir sua parcela de culpa nessa matança sobre rodas. Não basta prudência ao volante, porque sempre aparecerá um desatinado ou uma armadilha no caminho. Os impostos recolhidos precisam retornar na forma de investimentos em infraestrutura, como rodovias. Já passou da hora de projetos de duplicação e modernização, além de fiscalização mais eficiente e de condução segura. (Paulo Henrique Lobato)

Fonte: http://wwo.uai.com.br/UAI/html/sessao_2/2009/03/01/em_noticia_interna,id_sessao=2&id_noticia=100814/em_noticia_interna.shtml

2009.11.28 – Dnit descarta municipalização da BR 381 em Monlevade – Jornal Bom Dia

João Monlevade
O Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) afirma descartar a possibilidade de municipalização dos 14 quilômetros da BR 381 que cortam o município de Monlevade. A probabilidade de municipalização da rodovia voltou a ser cogitada esta semana durante reunião ordinária da Câmara dos Vereadores, mas o Dnit nega.

Parlamentares aprovaram um requerimento do vereador Telles do PA (PP) que solicita a instalação de redutores de velocidade ou radar eletrônico na BR 381, nas proximidades da entrada de acesso ao bairro Tanquinho I. O autor da reivindicação alertou para os constates acidentes e atropelamentos no trecho. Telles pediu empenho do Legislativo para evitar novas vítimas no local.
A presidente da Câmara, vereadora Dorinha Machado (PMDB), sugeriu a Telles que encaminhasse um ofício ao Dnit para fortalecer a solicitação do requerimento. Dorinha também comentou que em um recente encontro com um dos diretores do Dnit ela recebeu garantias de que o órgão providencia licitação para municipalização do trecho da BR 381 que corta João Monlevade. No entanto, a Assessoria de Comunicação Dnit não confirma a informação. O órgão informou que a reivindicação do vereador poderá ser atendida já que o Dnit providencia processo licitatório para instalação de mais 400 radares em Minas Gerais.

Enquanto isso, o vereador Sinval Dias (PSDB) demonstrou descrença com a possibilidade de o requerimento de Telles ser atendido. Sinval diz já ter feito vários pedidos ao órgão e lamentou nunca ter sido acatado. Na avaliação do tucano, a Câmara de Monlevade deve solicitar reunião junto ao Dnit para reivindicar a municipalização, assim como já ocorreu no trecho da BR 381 que passa pelo município de Ipatinga. De acordo com Sinval, em caso de municipalização da rodovia, Monlevade poderá arrecadar recursos para promover melhorias necessárias.

Fonte: http://www.cidademais.com.br/noticias/?id=26883

2009.11.28 – Mais cinco radares podem operar a partir de amanhã – O Tempo

Fiscalização. Ipem já tem agendada a aferição dos equipamentos no Anel Rodoviário e nas BRs 381 e 356

Mais cinco radares podem operar a partir de amanhã

Thiago Nogueira

Mais cinco radares podem ficar prontos para voltar a multar no Anel Rodoviário e nas BRs 381 e 356 neste fim de semana. Diante da solicitação da Linitron, uma das empresas do consórcio contratado emergencialmente para religar os aparelhos, o Instituto de Pesos e Medidas do Estado de Minas Gerais (Ipem-MG) agendou para o domingo à tarde a aferição dos equipamentos.

Foi solicitada a verificação de dois aparelhos na BR-356, na altura dos bairros Alto Santa Lúcia (curva do Ponteio) e Belvedere (BH Shopping), outros dois no Anel Rodoviário, nos bairros São Gabriel (sentido Rio de Janeiro) e Engenho Nogueira (sentido Vitória), e um no primeiro trevo da BR-381, no Jardim Vitória.

Contudo, o instituto não garante que fará a verificação em todos os equipamentos neste domingo. Pela manhã, o Ipem-MG irá trabalhar na conferência de dois radares na avenida Cristiano Machado. A Sintran, empresa contratada pelo município para administrar emergencialmente os aparelhos da cidade, realizou o pedido antes da Linitron.

No último domingo, o instituto demorou uma média de duas horas para certificar quatro aparelhos. O serviço começou pela manhã. O domingo é escolhido para a aferição por ser o dia de menos movimento nas rodovias, já que faixas precisam ser interditadas para a verificação.

Dois dias depois da certificação – à 0h de terça-feira – o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes emitiu uma ordem de início de serviço autorizando o reinício das multas.
As lombadas eletrônicas dos bairros Madre Gertrudes, no sentido Rio de Janeiro, e Buritis, Universitário e São Gabriel, todos no sentido Vitória, já autuam motoristas que trafegam acima dos 70 km/h.

Número
22 radares
é o total de aparelhos que voltarão a multar

Publicado em: 28/11/2009

Fonte: http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdEdicao=1494&IdCanal=6&IdSubCanal=&IdNoticia=127898&IdTipoNoticia=1

2009.11.28 – Quatro pessoas ficam feridas em acidente na BR-381, em Valadares – Portal O Tempo

28/11/2009 15h04

FERNANDA PENNA

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Quatro pessoas ficaram feridas em um acidente envolvendo dois veículos de passeio na manhã deste sábado (28) na BR-381, em Governador Valadares, no Vale do Rio Doce. Segundo o Corpo de Bombeiros, o acidente ocorreu na altura do km 15, próximo a fazenda da Glória. Os veículos são um Siena e um Palio. As vítimas foram socorridas com ferimentos leves e levadas para o Hospital de Pronto-Socorro da cidade.

Fonte: http://www.otempo.com.br/noticias/ultimas/?IdNoticia=63839